domingo, 26 de maio de 2013

Bright Shadow of Mine

Where is that man who strangely looks like you?
Where does he hover on those workers dawn?
In which tails does he stroll your way of moving around?
Your way of laughing out loud?

That same little move with the lips
As I waved goodbye to your shadow - and she didn't care.
I imagine her now strolling along my body
Challenging miles and speed humps, flooding my senses, drowning me in nonsense.

Where can he be, that man? Where does he hide even after
I've finally found him among bright shapes moving
Just in front of my eyes every dawn, every white silken dawn?

And why do I dream your shadow as being Real, able to feel, to touch?
Able to speed up hearts, to kidnap sleeps, to spell out words?
Why do I dream your shadow as if she could paint your
Old shabby colours suddenly gone from my canvas?
Gone through inner desolation roads on this lost land

Hosting fate, all children of choice... and circumstance. 


Maria Fernandes

terça-feira, 21 de maio de 2013

Language is Nationality


When any citizen away from his country ends up prostituting his own mother language, in that very moment what is there left from his Nation?

Maria Fernandes


quinta-feira, 18 de abril de 2013

The Crying Boy


Come here, boy.
Lay here in my womb, lay here.
Tell me that sorrow drowned in tears.
Wipe them up, wipe them.
Forget that broken toy, forget it.


MF

sábado, 13 de abril de 2013

Que Finja a Poesia


É a velha canção que não se pode deixar de ouvir
Os acordes mesmos de sempre debaixo destes dedos
Em mansidão, em compassos que não cabem em tempos
Escrever e não escrever, respirar sem expirar
não sei escrever, não consigo escrever,
nunca e nada mais respiro que escrever.
Alguém  que reclame das palavras ocas!
Que apedreje  a erma mente, lhe ateie fogo
A faça confessar, gritar contrições  confusas,
Lhe dê vinho, - alguém que lhe dê vinho!
- Esse elixir casto e cáustico salteador de Línguas!
Que em tons rubi dá à luz os pesadelos da noite passada.
Cobre-os do manto silencioso dos lábios cerrados.
Atira-os ondulando sobre o manto barrento ora,
Outrora de alva brancura, estatelam-se ao comprido
Na falsa e vã ideia do poema que não vive senão em loucura.

Quererá a Poesia a minha loucura?
Quererá tomar-me toda em Si?
Vazar-me de senso, lixar-me o que me resta da vida?
Abraçar-me apenas na mísera condição a que me quer condenar?
Vamos, que dedilhe já essa pauta de himalaias!
Que me faça dançar em rodopio como o não há anos!
Sempre quero ver! Sempre quero sentir que compasso
Me vai impôr, como se me punisse por sequer almejar
Uma qualquer felicidade, um sucesso ainda que rasca!
A raquítica canção poética não vinga senão em dor,
Não impera senão em desepero, agoniza em sorrisos ledos.
Finge dor enquanto pode se a não há.
Depois cansa-se e abandona-me no vento obtuso
Que de limbos sopra invisíveis tecituras.
Em febre, confundo-as com palavras.
Manejo-as como aos poi entre os dedos, faço-as rodar
Acima, abaixo, ao longo do meu corpo.
Ao longo de suas formas ondulo os cabelos,
Deixo que me batam, que julguem que dominam.
Às vezes ganham. Então fingem por mim e sorrio.

Backwards three-beat-wave
O comprimento da onda do pensar
Ordena ao movimento a forma, educa-te o corpo.
A curva da onda da razão sonhada
Será o sentido das palavras que recolho no espaço.

Processo-as. Mastigo-as. Com elas me cubro.
Delas me dispo. Delas me faço. Em tudo me busco.
Jamais me satisfaço, sede de expressão sem fim.
Se quero o Tudo dizer  e digo o Nada!
Almejo ao Tudo e escrevo o Nada, em nadas me deparo
E páro tudo, então. E que finja a poesia.
Que finja por mim.


Maria Fernandes






segunda-feira, 1 de abril de 2013

Com os passos feros em Todos os Mundos


Fazes-me feliz todos os dias

Todos os dias me fazes feliz:
com os sorrisos, com as palavras
com as adivinhas, com as zangas
com os segredos e pactos mudos
com os passos feros em Todos os Mundos.

E mandalas nos sussurram em madrugadas de mantras
E mal sabíamos que meandros dos corpos nossos
Eram meus ou teus.
Estarrecidos em ondas, prisioneiros felizes
Nos primeiros raios de luz das eras seguintes - as nossas.

Maria Fernandes

domingo, 31 de março de 2013


A new song, probably.
In a brand new melody a thousand times played before.
With a new breath born in some new obtuse winds,
The ones blowing my mind while I lay asleep,
Suddenly awake to the strange reality
Brought back to life by my once lost inert frozen Mask.

Maria Fernandes

Immortality


In a visceral way, creating and exploding thoughts and feelings is still the closest step to greatness and in some way, Immortality. 

Maria Fernandes