I lay down and roll so cozy
As if it was my hole
Didn´t realised that
On this red light
There's a spark
That blows all dark souls.
From a whispered anthem
I cry now a nocturne
- The one dancing on a night so still
Brings back winds,
A taste of old pleasures.
Stillness by those trees
In desolate purple gardens
Whistling complete mantras,
Myths of other lifes
Where - I swear!- I saw
You breathing before.
And still, feels like forever
Each and every raindrop
From the waterfall in your skin.
sábado, 5 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Há um Pássaro Cantante
Há um pássaro cantante em cada instante em que esse ácaro sussurra
Inverosímeis verdades de torpores e tremores de um e de outro lado destes oceanos.
Cada lágrima tornada rocha por esse abismo abaixo
É confissão lavrada em fogo de impossíveis verdades secretas.
Há um pássaro cantante em cada instante em que esse ácaro sussurra
Inverosímeis verdades de torpores e tremores por onde meu corpo nu
Baloiçante e passeante absorveu indecentes odes à carne e por dentro me morde,
Mastiga lentamente a conjuntura do sonho que teimo em não lembrar.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
"Leva-me"
Como se diz um esvair de alma?
Acaso o surreal nos eleva?
Acaso o infinito nos alberga?
Ah, deixa que por aqui vá!
Nada cuides, que encruzilhadas,
Atalhos, trilhos e demais afins
Te arrebatar, te sugar, te sumir.
Se por mais completa que a ti me dê
Toda essa parte é ínfima do que trago para te dar.
No dormente e completamente traço desse Rosto
Repousei o completo Ser, Diamante Tornado!
Rebolo, estendo-me, atiro-me
Não receio engolidoras vagas ou milhas de bytes.
Em todo o caso, o meu beat é o teu
Em toda e qualquer coordenada!
E sim! - una, nua, crua e suada a teu regaço me atiro!
Banho-me de cadências deliciosas da carícia do teu olhar
Um outro, obliterado no ofuscado túnel de turbilhões,
Na imensa teia sem medida....
Ah, de solto ar me entrego, sim! Imperiosa urgência
De em ti me embutir, de em ti me sentir
Daquela mesma forma que se adivinhou absoluta e intemporal..
Dir-se-á completamente um esvair de alma?
Completamente o surreal e o infinito que nos eleva e alberga, dir-se-á também?
Digamos, pois... - levo-te.
Se por mais completa que a ti me dê
Toda essa parte é ínfima do que trago para te dar.
No dormente e completamente traço desse Rosto
Repousei o completo Ser, Diamante Tornado!
Rebolo, estendo-me, atiro-me
Não receio engolidoras vagas ou milhas de bytes.
Em todo o caso, o meu beat é o teu
Em toda e qualquer coordenada!
E sim! - una, nua, crua e suada a teu regaço me atiro!
Banho-me de cadências deliciosas da carícia do teu olhar
Um outro, obliterado no ofuscado túnel de turbilhões,
Na imensa teia sem medida....
Ah, de solto ar me entrego, sim! Imperiosa urgência
De em ti me embutir, de em ti me sentir
Daquela mesma forma que se adivinhou absoluta e intemporal..
Dir-se-á completamente um esvair de alma?
Completamente o surreal e o infinito que nos eleva e alberga, dir-se-á também?
Digamos, pois... - levo-te.
domingo, 22 de abril de 2012
Um poema
Sucessão de palavras, ritos de conexão,
Linhas dementes previamente sentidas, pensadas, engendradas.
Sílabas sibilantes, contos cantantes de invisíveis
Cores, traços de mediocridade de torpores -
Uns verdade, outros mentirosos e ardilosos
Tal como o são olhos e olhares teus, meus, dos outros.
Sim! - Nessa morna e deliciosa confecção desejo atirar-me.
Tornar letra cada balanço de diafragma
Na dolorosa verdade do existir, vidências
De belezas e horrores - mortes e vidas.
Saber-me ida a cada lançar de palavra..
A mim voltar em cada repetida leitura que de mim faça.
Um poema. Nesse sonho de bom grado dormiria
Atentando entranhas, estremecendo paredes
Em marasmos de maremotos ecoando gritos, cantos,
Quentes suores, pensamentos que não ouso pronunciar
Para que castos se quedem na imóvel didascália
Dessa hirta tela onde nua e tímida pinto a palavra.
Deleitar-me com cada sintaxe imaginada,
Murmurar de semicerrados olhos cada repetição
Que por pautas sem clave solar distribua em semínimas.
Apartadas por irregulares compassos a cada sopro
Que o vento de Londres deixa em cada marron tijolo
E em cada um deixo uma pergunta...
Nada mais doce e mais eterno que espraiar-me
Por palavras do nada-ser..
Do nada sonhar, do tudo-sonhar!!
Trazer à vida esse negrume a acidez do pós-retina-cerrar
Depois de arrasadora visão de Infames Promessas!
Mesclar-me com a palavra-ser, palavra-amor, palavra-vida
todas as reais, podres, belas, nojentas, imaginadas palavras..
Por onde vislumbro a extenuante essência de completa ser e completa me dar..
Maria Fernandes
Linhas dementes previamente sentidas, pensadas, engendradas.
Sílabas sibilantes, contos cantantes de invisíveis
Cores, traços de mediocridade de torpores -
Uns verdade, outros mentirosos e ardilosos
Tal como o são olhos e olhares teus, meus, dos outros.
Sim! - Nessa morna e deliciosa confecção desejo atirar-me.
Tornar letra cada balanço de diafragma
Na dolorosa verdade do existir, vidências
De belezas e horrores - mortes e vidas.
Saber-me ida a cada lançar de palavra..
A mim voltar em cada repetida leitura que de mim faça.
Um poema. Nesse sonho de bom grado dormiria
Atentando entranhas, estremecendo paredes
Em marasmos de maremotos ecoando gritos, cantos,
Quentes suores, pensamentos que não ouso pronunciar
Para que castos se quedem na imóvel didascália
Dessa hirta tela onde nua e tímida pinto a palavra.
Deleitar-me com cada sintaxe imaginada,
Murmurar de semicerrados olhos cada repetição
Que por pautas sem clave solar distribua em semínimas.
Apartadas por irregulares compassos a cada sopro
Que o vento de Londres deixa em cada marron tijolo
E em cada um deixo uma pergunta...
Nada mais doce e mais eterno que espraiar-me
Por palavras do nada-ser..
Do nada sonhar, do tudo-sonhar!!
Trazer à vida esse negrume a acidez do pós-retina-cerrar
Depois de arrasadora visão de Infames Promessas!
Mesclar-me com a palavra-ser, palavra-amor, palavra-vida
todas as reais, podres, belas, nojentas, imaginadas palavras..
Por onde vislumbro a extenuante essência de completa ser e completa me dar..
Maria Fernandes
terça-feira, 3 de abril de 2012
Railway
This mind is free.
so as this body and actions from me.
Don't try to rule me or command,
I will always take course to where
my mind flies. And it flies away.
Heading concrete jungles and sauvage ones.
Where i can be lost and no one asks.
Where I can run 'n hide, scream 'n cry.
Maria Fernandes
so as this body and actions from me.
Don't try to rule me or command,
I will always take course to where
my mind flies. And it flies away.
Heading concrete jungles and sauvage ones.
Where i can be lost and no one asks.
Where I can run 'n hide, scream 'n cry.
Maria Fernandes
sexta-feira, 30 de março de 2012
Coisa Rápida
Queria agora, rapidamente, dizer de minha justiça
Mesmo que doesse a ouvidos incautos o que de
Podre e bravio por estes poros escorre.
E se tal não fôr por mil deferido,
Pois que indeferidos se quedem
Que de teatrais faces só temos falta no municipal!
Se, rapidamente, meia dúzia não passar a cinquenta,
Que serve o grito? Nova meia dúzia?
Foi coisa rápida que se me ocorreu, não levai a mal.
À medida que mais gaivotas, patos e pombos
Me sobrevoam e que, de rompante, fujo para as oceânicas vistas
Assola-me o assombro de milhas e milhas de vagas.
E em mim, me deixo cair, e cai uma nova noite, e o rio sobe.
Maria Fernandes, in Contemplações, Constatações e 30 Ventos (2015)
Mesmo que doesse a ouvidos incautos o que de
Podre e bravio por estes poros escorre.
E se tal não fôr por mil deferido,
Pois que indeferidos se quedem
Que de teatrais faces só temos falta no municipal!
Se, rapidamente, meia dúzia não passar a cinquenta,
Que serve o grito? Nova meia dúzia?
Foi coisa rápida que se me ocorreu, não levai a mal.
À medida que mais gaivotas, patos e pombos
Me sobrevoam e que, de rompante, fujo para as oceânicas vistas
Assola-me o assombro de milhas e milhas de vagas.
E em mim, me deixo cair, e cai uma nova noite, e o rio sobe.
Maria Fernandes, in Contemplações, Constatações e 30 Ventos (2015)
terça-feira, 20 de março de 2012
Pigeons & Seagulls
Pigeons and seagulls I see down this harbour
And they look all the same in all places, anyway.
There´s an old song running through this skin and
For that little wonder proceded from me
I send these tears and this joy.
I send visions of valleys and rivers
Where pigeons and seagulls fight for a toy.
Flying circles drawing in brown waters
Bridges from hills of salvation and
White houses in sands of pain.
Seagulls scream while pigeons, they wait.
No matter what the song is about
Their scream is always out loud.
You see, from this window I can still hear
Those ducks I haven't seen.
The ones who took away those illnesses and fevers
Where I was struggling to breathe.
Maria Fernandes
And they look all the same in all places, anyway.
There´s an old song running through this skin and
For that little wonder proceded from me
I send these tears and this joy.
I send visions of valleys and rivers
Where pigeons and seagulls fight for a toy.
Flying circles drawing in brown waters
Bridges from hills of salvation and
White houses in sands of pain.
Seagulls scream while pigeons, they wait.
No matter what the song is about
Their scream is always out loud.
You see, from this window I can still hear
Those ducks I haven't seen.
The ones who took away those illnesses and fevers
Where I was struggling to breathe.
Maria Fernandes
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